quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Batalha de alcacer Quibir

Batalha de alcacer Quibir:




         





Praça marroquina onde, a 4 de agosto de 1578, o exército português, sob comando de D. Sebastião, sofreu pesadíssima derrota. 
A batalha causou, entre muitas outras mortes, a do próprio rei português, que não deixou herdeiro.
Assim, verificou-se uma crise dinástica 
que levou,em 1580, à perda da independência dePortugal com a subida ao trono de Filipe II deEspanha. D.Sebastião, desde novo influenciado pelas lutas que então se desenrolavam no Norte de África (como a defesa de Mazagão, em 1562),tem intenção de aí intervir,dado entender ser necessário reviver glórias passadas. Assim, desde que toma conta do governo, em 1568, vai começar a preparar a sua intervenção em África, que era como que um imperativo nacional, pois se pretendia beneficiar do comércio com esta zona, rico em ouro, gado, trigo,açúcar... 
Por outro lado, além de oferecer oportunidades à burguesia mercantil,era também um campo de atividade para a nobreza.No Norte de África eram constantes as lutas entre várias fações marroquinas. O pretexto para intervenção de D. Sebastião surge com a deposição, em 1576, do sultão Mulei Ma a mede pelo sultão Mulei Mo luco, este auxiliado pelos Turcos. 

Ora, o auxílio dos Turcos era uma ameaça para a segurança das nossas costas e para comércio com a Guiné, Brasil e Oriente. Por isso, D. Sebastião decide apoiar Mulei Ma a mede,
que nos oferece Arzila, e procura apoio de outros reis. Filipe II vem a retirar-se. Da Alemanha, Flandres e Itália vêm soldados mercenários auxílio em armas e munições. 
Faz se o recrutamento do exército português,
mas verifica-se muita corrupção, 
o que vai fazer com que o exército expedicionário,de cerca de 15 000 homens, seja pouco disciplinado, mal preparado,inexperiente e com pouca coesão.D. Sebastião parte de Lisboa a 25 de junho de 1578, passa por Tânger, onde está Mulei Ma a mede, segue para Arzila e daqui 
para Larache, por terra, havendo quem preferisse que se fosse por mar, para permitir maior descanso às tropas. Seguem depois a caminho de Alcácer Quibir,onde encontram o exército de Mulei Mo luco, muito superior em número. 
A 4 de agosto de 1578, com o exército esgotado pela fome, pelo cansaço e pelo calor,dá-se a batalha.
Nestas condições, o exército português, pesem alguns atos de grande bravura, foi completamente dizimado, sendo muitos mortos, um dos quais o próprio rei D. Sebastião, que preferiu a morte à fuga, enquanto os sobreviventes foram feitos prisioneiros. Esta batalha é conhecida também pelo nome de "Batalha dos Três Reis", pois nela vieram a morrer, além de D.Sebastião, Mulei Ma a mede e Mulei Mo luco.
O resultado e consequências desta batalha são catastróficos para Portugal. Morre o rei, D. Sebastião, não deixando sucessor, o que levanta uma crise dinástica e ameaça a independência de Portugal face a Castela, pois um dos candidatos à sucessão é Filipe II de Espanha. Filipevem efetivamente a ascender ao trono em 1580, após a morte do Cardeal D. Henrique. A maioriada nobreza portuguesa que participara na batalha ou morreu ou foi aprisionada. Para pagar os elevados resgates exigidos pelos marroquinos, o país ficou enormemente endividado e depauperado nas suas finanças.





Esta informação foi retirada: http://www.infopedia.pt/$alcacer-quibir

Classificação da obra: leitura do excerto de "memoria ao conservatório real"





  • os factos históricos portugueses são marcados pela simplicidade; essa simplicidade é solenemente trágica e «moderna» (romântica);

  • na história do Frei Luís de Sousa, há simplicidade trágica, mas há, também, o espírito do Cristianismo que suaviza o desespero das personagens: em vez de uma morte violenta, “morrem para o mundo”, entregam-se a Deus;

  • da tragédia não usa o verso, preferiu a prosa, talvez para não “ofender” a memória de Frei Luís de Sousa, ele próprio um dos melhores prosadores da língua portuguesa;

  • consequentemente, se, na forma, esta obra é um drama, na «índole», considera-a uma tragédia antiga;

  • uma ação muito “simples”, sem paixões violentas: poucas personagens, todas elas genuinamente cristãs , sem um “vilão”, sem assassínios, sem “sangue”;

  • sem estes “ingredientes”macabros, tão usados na época para captar o interesse das plateias, Garrett quis verificar se era possível despertar, nesse público ávido de emoções fortes, os dois sentimentos únicos de uma tragédia: o terror e a piedade;

  • no entanto, considera a sua peça “apenas” um drama, porque, tal como a sociedade, a literatura ainda estava em “construção”: a literatura reflete, mas influencia, também, a sociedade;

  • afirma, porém, que não se sentiu obrigado a respeitar a verdade histórica, mas sim a “verdade” poética;

  • e justifica essa opção, caracterizando a sua época, o século XIX, como «um século democrático; tudo o que se fizer há-de ser pelo povo e com o povo…ou não se faz.»;

  • a verdade encontra-se no passado histórico, porque é “o espelho” do presente: só assim o leitor apreciará, porque só assim entenderá – «é preciso entender para apreciar e gostar».


Informação retirada: http://bambizitas.blogspot.pt/2013/12/classificacao-da-obra-leitura-de.html



quem foi frei luis de sousa- verdade histórica





Manuel de Sousa Coutinho, assim era o seu verdadeiro nome, nasceu em Santarém, cerca de 1555, e era filho do nobre Lopo de Sousa Coutinho e de uma senhora da casa dos condes dos Marialvas. Enquanto fidalgo dedicado às Letras e às Armas, seu pai influenciou profundamente a sua decisão de frequentar cursos regulares de Humanidades nos quais atingiu um elevado grau de cultura literária que lhe permitiu prosseguir o caminho das Letras.



Talvez como recompensa pelos serviços militares prestados por seu pai, foi, por alvará(antigo diploma rubricado pelo monarca e assinado pelo ministro) a 31 de  março de 1572, considerado moço fidalgo,
tendo manifestado,no seguimento da corrente da época no Ocidente, um grande fervor religioso 
que o animou a alistar-se como noviço  na Ordem de Malta, então "a mais forte guarda avançada 
da Europa cristã contra a ameaça turca".




Em 1577, na Sardenha, é feito prisioneiro e levado pelos mouros para Argel(trata-se de umas ilhas), como seu irmão André de Sousa Coutinho, tendo  conhecido "Cervantes". Posto em liberdade, foi para Valença, onde permaneceu e onde, sob o magistério do humanista valenciano Jaime Falcão, completou a sua formação cultural. influência deste humanista vai ser homenageada na sua obra "Ópera Poética",considerando-o como um mestre a quem devia todo o seu saber,
nomeadamente o conhecimento da arte poética de Horácio.



Informação retirada : http://www.infopedia.pt/$frei-luis-de-sousa



E ainda um vídeo....